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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Cristiano Ottoni, o monumento público na fachada do prédio da Central do Brasil

A homenagem ao engenheiro Cristiano Benedito Ottoni foi erguida em frente ao antigo edifício da estação D. Pedro II, inaugurada em 1883, porque ele é considerado o “Pai das Estradas de Ferro no Brasil”. Ottoni foi o primeiro diretor da Estrada de Ferro Dom Pedro II, além de ter sido o responsável por fazer os trilhos subirem a Serra do Mar, em direção a Minas Gerais e a São Paulo, entre 1855 e 1865.

 (*)

A primeira estação, foi denominada Estação do Campo. Com o tempo, ela teve seu nome alterado para Estação da Corte e, mais tarde, Dom Pedro II.

 (*) 1870

 (*)



Em 17 de agosto de 1907, a diretoria da Estrada de Ferro Central do Brasil se reuniu com todos os chefes de serviço, com a finalidade de providenciar as comemorações do jubileu da inauguração do tráfego da via férrea, a 29 de março de 1908. A partir dessa reunião, ficou definido que seria erguido um monumento a Cristiano Ottoni, com a subscrição de todos os funcionários. Para dirigir os trabalhos, foi eleita a seguinte comissão: Dr. Artur de Alencar Araripe, Antonio Inocêncio da Silva Pinto, José Ferraz de Vasconcelos, Sr. Antônio Joaquim Ribeiro Bravo e Miguel de Oliveira Salazar.


Dez meses depois, na véspera da data comemorativa, o pedestal estava erguido em praça pública, mas a peça em bronze que homenageava o engenheiro não ficara pronta, restando à comissão fazer a inauguração com uma estátua provisória de gesso, sendo substituída posteriormente pela peça em bronze.

O monumento é uma obra de Rodolfo Bernadelli. A estátua representa Cristino Ottoni de pé, tendo uma das mãos ao peito. O pedestal, todo de granito, media 5,30m de altura, dispostos em três lances. Os quatro cantos do pedestal simbolizavam chaminés de locomotivas. Nas quatro faces, havia semicírculos imitando rodas.


Na mesma data, foi lançada uma moeda comemorativa, fundida em bronze.


No início dos anos 1930, o prédio foi demolido para a expansão do sistema ferroviário, e depois reconstruído.

Em 1936, finalmente foi feito o lançamento da pedra fundamental da nova estação Dom Pedro II, com a abertura da Avenida Presidente Vargas. A nova estação foi inaugurada em 1943, com o grande relógio de quatro faces, inspirado no movimento artístico art déco.

 

A foto acima, de 1940, mostra a construção do atual prédio. Reportagem publicada pelo Diário de Notícias em 1946 relata: “O Monumento ao Senador Cristiano Ottoni foi levantado em frente ao edifício da estação D. Pedro II, sendo mais tarde transportado para o fundo da praça, onde se encontra até hoje”.

 1946 - Diário de Notícias - Monumentos da Cidade, Rio de Janeiro.

A partir de 1950, a estátua de Cristiano Ottoni perde seu magnifico pedestal e passa a fazer parte da fachada do prédio da Central do Brasil.

 1950

 1964

 2013

 Foto Jaime Acioli, 2015

(*) - Memória Histórica da Estrada de Ferro Central do Brazil, Manuel Fernandes Figueira - Imprensa Nacional, 1908.


Cristiano Ottoni, nasceu na Cidade de Serro, Minas Gerais  em 30 de Maio de 1811 e faleceu no Rio de Janeiro em  18 de maio de 1896. 

Foi Capitão Tenente da Marinha, engenheiro, professor de Matemática, diretor da Estrada de Ferro Dom Pedro II, Senador do Império e depois da proclamação da República foi investido do mandato de Senador Federal. É considerado o pai das estradas de ferro no Brasil por ter sido o primeiro diretor da Estrada de Ferro Dom Pedro II e o homem que fez os trilhos subirem a serra do Mar em direção a Minas Gerais e a São Paulo entre 1855 e 1865. Sendo um grande polemista por várias décadas de 1845 até à sua morte, apesar de ser ferrenho inimigo político do imperador, era tido por ele como um grande engenheiro e administrador. Participou também da epopéia de colonização do vale do Mucuri, último sertão inculto de Minas Gerais, onde, com grande número de elementos da família Ottoni, iniciou, em 1849 com a criação da Companhia de Comércio Navegação e Colonização do Mucuri (a primeira companhia que emitiu ações de Sociedade Anônima no Brasil), com uma linha marítima do Rio de Janeiro até São José do Porto Alegre, atual Mucuri, no litoral sul da Bahia. De Mucuri até Santa Clara, atual Nanuque era feita a navegação fluvial com navios a vapor subindo o rio Mucuri de Santa Clara até Filadélfia, atual Teófilo Otoni foi construída a primeira estrada carroçável do Brasil (1853). Esta companhia realizou a colonização trazendo 5 mil famílias de imigrantes alemães, italianos, iugoslavos e franceses, que povoaram esta vasta região construindo um dos mais importantes municípios de Minas Gerais.

























segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

400.000 visitantes

Hoje o blog completou uma marca que entendo, representa o interesse e curiosidade  pela historia da cidade do Rio de Janeiro e seus monumentos públicos.



Atualmente "ashistoriasdosmonumentosdorio" recebe cerca de 10000 por mês o que me incentiva a disponibilizar as informações que obtenho através de pesquisas, nesse instrumento que atinge  aqueles que buscam o conhecimento da historia da nossa cidade com muita facilidade.


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segunda-feira, 9 de maio de 2016

O general O’Higgins e suas ‘andanças’ pela cidade do Rio de Janeiro

Alguns monumentos da cidade do Rio de Janeiro mudaram de localização com o passar das décadas, mas a escultura que homenageia o general O'Higgins é o que mais que teve inaugurações nos últimos 40 anos. 

Em 1959, foi inaugurada a Avenida Chile, no Centro, nova via de circulação aberta mediante o desmonte do Morro de Santo Antonio. Em 1965, por ocasião do IV Centenário de sua fundação, o Rio de Janeiro recebeu do governo do Chile o monumento do seu primeiro presidente eleito, o general Bernardo O'Higgins, primeiro governante das Américas e o primeiro a abolir a escravidão.

A estátua foi instalada  no canteiro central da Avenida Chile, próximo ao Largo da Carioca. No pedestal do monumento existia, então, uma placa em bronze com a seguinte inscrição: “VIVIR CON HONOR O MORIR CON GLORIA” (tradução: “Viver com honra ou morrer com glória”).

Foto: 1979
 
Em 1979, o monumento foi retirado do local para as obras de construção do metrô do Rio de Janeiro. Com isso, a estátua foi guardada no depósito da Fundação Parques e Jardins. Em 1992, quando assumi a tarefa de cuidar dos monumentos da cidade, encontrei a mesma sem os braços.

 Foto: 1993

Em janeiro de 1995, o embaixador do Chile solicitou a recolocação da estátua na Avenida Chile em 20 de agosto, data do natalício de O’Higgins. Contudo, somente no ano seguinte a peça foi restaurada, com o apoio do governo do Chile. 

A restauração foi realizada por Santiago Rojas, enviado pelo governo chileno. Ele alterou a posição do braço direito da estátua, que tinha a mão em direção ao peito, substituindo-o por um braço estendido segurando na mão um chapéu. Uma espada em bronze foi fixada junto à perna direita. O monumento foi reinaugurado em 22 de maio de 1996, sobre um pequeno pedestal num recuo do jardim da avenida.


                                                

Em 2005 o monumento teve a espada e o chapéu furtados. Para a construção de um novo prédio na Avenida Chile – o Ventura Corporate Tower –, a estátua foi novamente retirada do local. 

 Foto: Em 2005 na Avenida Chile
 Foto: Em 2006 no depósito da prefeitura

Após negociações entre o Consulado do Chile e o prefeito César Maia, o monumento foi reinstalado na Praia do Flamengo, próximo ao prédio do consulado, para melhor controle da obra. O monumento ficou sobre um pedestal de concreto revestido com placas de granito. 

Assim, com a visita da presidente do Chile, Michelle Bachelet, em 19 de janeiro de 2007, o monumento foi reinaugurado nessa nova localização, onde permanece desde então.

  


sábado, 21 de novembro de 2015

300. 000 visitantes

Hoje o blog completou uma marca que entendo, representa o interesse e curiosidade  pela historia da cidade do Rio de Janeiro e seus monumentos públicos.


Atualmente "ashistoriasdosmonumentosdorio" recebe cerca de 200 visitas diárias e 5000 por mês com 100 post publicados, o que me incentiva a disponibilizar as informações que obtenho através de pesquisas, nesse instrumento que atinge  aqueles que buscam o conhecimento da historia da nossa cidade com muita facilidade.


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domingo, 18 de outubro de 2015

Reproduções de esculturas do jardim do Palácio de Versalhes no Rio de Janeiro.



Esculturas clássicas do jardim do Palácio de Versalhes, na França, criadas por diversos autores em mármore de Carrara no século XVII, têm reproduções espalhadas pelo Rio de Janeiro, embelezando os espaços públicos da cidade. 

O principal conjunto está na Praça Paris, inaugurada em 1930 com participação do urbanista francês Alfred Agache. O projeto foi inspirado no Jardim de Versalhes, de estilo clássico, que tinha intenção de demonstrar o poder do homem e a elegância de seu espaço, que abriga obras de arte e esculturas. 

 Inauguração da Praça Paris.

No jardim da Praça Paris, quatro esculturas emolduram o chafariz. São conhecidas como “As Estações do Ano”. 

 Primavera          Ceres de Jean Baptiste Poultier

 Inverno     Theophrastus de  Simon Hurtrelle. 

 Outono  Faune de Jacques Houzeau   

 Verão  legros Pandora de Pierre.  

Outro conjunto de peças – também reproduções das existentes no Jardim de Versalhes – está no Chafariz Monumental do Jardim do Monroe, na Cinelândia.

Originariamente, no chafariz existiam quatro golfinhos em bronze, colocados pelo prefeito Pereira Passos nos socos de pedra da escadaria. No ano de 1924, as peças foram retiradas pelo Dr. A. Baptista Ramos Bittencourt, engenheiro chefe do 6º distrito da repartição das Águas e Esgotos, que as instalou no Açude do Morro do Inglês. Nos anos seguintes, na administração do prefeito Prado Júnior (1926 a 1930), o lugar que antes era ocupado pelos golfinhos no chafariz da Cinelândia passou a abrigar as esculturas de mármore que reproduzem obras do Jardim de Versalhes, cópias adquiridas da família Guinle pela Prefeitura.



                                                                    



Amorinos I, Reprodução de  Pierre Le Gros.



  



A morinos II, Reprodução de Simon Baziere.



 

Amorinos III, Reprodução de  Philippe Granier.







Amorinos IV, Reprodução de  Pierre Laviron

 Enfants au miroir.  Pierre Legros 1er.

Outro conjunto, mais nobre, são reproduções da obra de Louis Lerambert que se encontram à frente do portão monumento do Parque Guinle, no bairro das Laranjeiras. Até então, porém, é desconhecida a data de sua instalação.


        

Em Paris:

 

A mais antiga reprodução de Versalhes presente no Rio de Janeiro é a escultura chamada “Ceres”, que se encontra desde 1906 no Jardim do Valongo. Essa peça foi inicialmente instalada no cais do porto, em 1843, por ocasião do desembarque da imperatriz Teresa Cristina, que vinha ao Brasil para se tornar esposa de Dom Pedro II. 

Do conjunto até hoje existente no Jardim Suspenso do Valongo, “Ceres” é uma reprodução da “Faustine” de Nicolas Fremery, presente no  Jardim de Versalhes. “Minerva”, por sua vez, é cópia da “Atena Giustiniani” que está no Museu do Vaticano. Ambas as figuras são femininas. As outras duas peças do conjunto são “Marte” e “Mercúrio”, cujos originais clássicos até hoje não foram identificados. 


 Ceres   Faustine                                                                                                                                  de Nicolas Fremery, 

         Minerva    
A da direita - Cópia Grego romana de origem atribuído a Fídias, Museu do Vaticano. Atena Giustiniani, encontrada no Templo de Minerva, conhecida como Minerva Medica. 


O “Mercúrio” do Valongo, especificamente, não é cópia de nenhuma peça de Versalhes, mas é uma clara reprodução (com pequenas modificações na composição) de uma peça greco-romana de autoria desconhecida – a original existe sem a cabeça, mas aqui está reproduzida com cabeça e de forma desproporcional.

                 Mercurio    

O vaso “Triomphe de Galatée”, obra do escultor François Girardon (1628-1715), foi encomendado pelo rei Luís XIV para adornar os jardins do Palácio de Versalhes. Uma reprodução desta peça se encontra numa praça no bairro da Lagoa – trata-se de uma cópia exata do molde de 1,05m de altura do original.