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sábado, 3 de abril de 2010

Princesa Isabel, por duas vezes Monumento.

Os anos 50 do século XX, foi o ápice da expansão urbana em Copacabana, acelerada pela a tendência às construções cada vez mais altas, com mais de oito andares, com fachadas de linhas retas e grandes janelas de vidro, aumentando a densidade demográfica do bairro. Para tanto o Túnel Novo ganhara uma segunda galeria, ampliando a avenida, criando um novo paisagismo, com duas pistas e um canteiro central.


                            1950



Contudo somente em 1960, a faixa dupla chega aos limites da praia, com a demolição de um prédio, no início da Avenida Princesa Isabel, para desafogar a circulação de veículos e a ventilação, marcando essa abertura com um obelisco em memória à Princesa.


                                      


Obra do escultor Miguel Pastor (*), o Monumento era composto por um grande obelisco em linhas modernas em concreto onde estava fixada o perfil Princesa,com um lago a sua frente envolvido por belo jardim.




                                          


Assim ficavam eternizados numa única via pública, os dois maiores responsáveis pela emancipação dos negros no Brasil, a Princesa junto a Praia e o Visconde do Rio Branco, na altura da Avenida Barata Ribeiro.




Entretanto, na década de 70, por causa desconhecida demoliram o Monumento, desaparecendo daquela avenida a estátua da Princesa.

Em 1996 com o Projeto Rio Cidade Copacabana, o Monumento do Visconde foi deslocado para o largo na entrada da Avenida Barata Ribeiro, Praça Demetrio Ribeiro, desfazendo a pespectiva histórica do local.

Somente em 2003, atendendo aos pedido dos moradores locais, o Prefeito César Maia ordenou que se refizesse uma nova estátua.
A solicitação inicial do monumento partiu da Sra. Marilda de Sá, da Associação de Mulheres Empresarias, que erroneamente achava injusto a Princesa ainda não haver sido homenageada, naquela avenida.

Assim em 13 de maio de 2003 um novo Monumento, agora do escultor Edgar Duvivier, foi inaugurada na avenida, recuperando a homenagem a personalidade feminina, tão querida pelos brasileiros.




(*) Miguel Pastor nasceu em Santana do Livramento no Rio Grande do Sul em 1930, atuou como escultor e como cenógrafo. Autodidata realizou diversas obras em Campo Grande. Fez diversos bustos, o Monumento à Abolição em Campo Grande e o Monumento ao Preto Velho em Inhoaíba.