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domingo, 24 de outubro de 2010

Afranio de Melo Franco - a ultima obra pública de Bruno Giorgi para a cidade do Rio de Janeiro

Ontem, 23 de outubro de 2010, o Rio de Janeiro recebeu a ultima obra obra pública de Bruno Giorgi, instalada na Avenida Afrânio de Melo Franco, em frente ao número 290, no Leblon, Zona Sul da cidade.

Em dezembro do ano passado, o embaixador Afonso Arinos de Melo Franco, procurou a Sub Gerência de Monumentos e Chafarizes da Prefeitura do Rio para ofertar o busto de Afrânio de Melo Franco, seu avô, que estava em sua residência em Petrópolis e havia sido posto à venda. A peça fora encomendada por Carlos Lacerda a Bruno Giorgi, para ser instalada na avenida que tem o nome do homenageado.

Desde então, foram muitas as reviravoltas nesta história, e a peça acabou ficando no gesso, sem finalização. Anos depois, o embaixador Afonso Arinos mandou fundir a peça e a manteve em sua residência. Mais tarde, diante do momento de vender a casa, ele resolveu doar a escultura à cidade ou ao Itamaraty. Procurou primeiro a Prefeitura, uma vez que a obra havia sido encomendada originalmente para o Rio de Janeiro. De imediato, todos os esforços foram feitos para que o busto passasse para o patrimônio da cidade.

É um busto em bronze, com cerca de 60 cm de altura, fixado em um bloco maciço de granito rosa. Para a sua instalação, foi criado um outro pedestal em granito, incorporado ao original da família, a fim de dar a devida dimensão da obra em espaço público.

 Na residencia de Afonso Arinos, em Petrópolis.

                                   
À direita, Afonso Arinos, seu irmão e tetraneto de Afrânio de Melo Franco



Essa doação enriqueceu o patrimônio da cidade com mais um peça única, original de Bruno Giorgi, pela generosidade de Afonso Arinos de Melo Franco, que, ao doá-la, homenageou não apenas seu avô, mas também o governador Carlos Lacerda e o Rio de Janeiro.  A excepcionalidade do busto de Afrânio de Melo Franco engrandece Bruno Giorgi, que tinha, no mínimo, grande apreço pelo homenageado.

Brasília é a cidade que possui as mais importantes obras de Giorgi, mas o Rio conta com o "Monumento à Juventude", próximo ao Palácio Gustavo Capanema, "Ritmo",doada  pela empresa Ecisa Engenharia Comércio e Indústria, em 1985, situada  em frente à Academia Brasileira de Letras,  ambas no centro da cidade e "Construção", de 1979, que se encontra no Parque da Catacumba e doado à cidade pela Companhia Atlântica Boavista de Seguros.

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 Ritmo

Monumento a Juventude

  Construção

Entre as homenagens à personalidades, Bruno Giorgi realizou outras três para a Cidade. A primeira em 1959 para Villa Lobos, à Teixeira Mendes em 1977 e à Assis Chateaubriand em 1993.


 Villa Lobos

 Teixeira Mendes

 Assis Chateaubriand ( no depósito da Prefeitura)


Afrânio Camorim Jacaúna de Otingi de Melo Franco nasceu em Paracatu em 25 de fevereiro de 1870 e faleceu no Rio de Janeiro no dia 1 de janeiro de 1943. Foi um diplomata e político brasileiro.
Formado na Faculdade de Direito de São Paulo em 1891, foi promotor público em municípios do interior de Minas Gerais e, posteriormente, entrou para a carreira diplomática, tendo sido designado, já em 1896, segundo secretário de legação na embaixada em Montevidéu (Uruguai). Seu segundo posto foi a capital belga, Bruxelas.
Abandonou a carreira e em 1902 candidatou-se e foi eleito deputado estadual em Minas Gerais e, em 1906, deputado federal, tendo sido reeleito para vários mandatos até 1929. Foi ministro da Viação no governo Delfim Moreira e embaixador na Liga das Nações em Genebra, Suíça.
Na Câmara dos Deputados foi atuante em comissões de assuntos internacionais e também foi um dos relatores do Código Civil Brasileiro. Em 1919, comandou a delegação do Brasil na primeira conferência internacional do Trabalho, realizada em Washington.
Partidário da Revolução de 1930, foi ministro das Relações Exteriores, de 1930 a 1934, sucedendo a Otávio Mangabeira.