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sábado, 16 de outubro de 2010

Os monumentos desaparecidos da Cidade do Rio de Janeiro

Durante minhas andanças diárias pelas praças, largos, travessas, ruas e parques dos diversos bairros do Rio de Janeiro, é frequente eu ser abordada por moradores que me perguntam pelo paradeiro de alguma peça ou monumento que havia em determinado local. Infelizmente, muitas obras de arte públicas já desapareceram do espaço urbano carioca.

O primeiro caso que relato aqui é muito conhecido dos moradores de Jacarepaguá, especialmente aqueles que vivem nas proximidades da Praça Seca. Trata-se de uma peça escultórica conhecida como “As crianças no guarda-chuva”.
A imagem aparece no site do jornalista e escritor Waldemar S. Costa http://www.wsc.jor.br/fotos/Galeria3/index.htm) com a seguinte informação:
“Foto de 1949, a escultura do casal de meninos com guarda-chuva, colocada na praça na urbanização de 1936. Ao abrir o registro, a água escorria pelo chapéu simulando chuva.” Até a presente data, não encontrei nenhum documento que esclarecesse o seu desaparecimento. Da obra, restam somente as fotos.


Outra obra perdida é o busto de Diana, que integrava a Fonte dos Jacarés (ou Fonte dos Amores), no Passeio Público, que fica no Centro do Rio de Janeiro. Neste caso, existem relatos a respeito em ampla bibliografia, além dos registros fotográficos, mas o desaparecimento permanece um mistério.






Na publicação “História dos monumentos do Rio de Janeiro, Estado da Guanabara”, de Affonso Fontainha, editada em 1963, aparece o mais importante monumento perdido da cidade, pela sua história e pela autoria de Franz Weissmann: o Monumento à Liberdade de Expressão do Pensamento, que ficava na Quinta da Boa Vista.


Inaugurado em 12 de outubro 1954, durante a solenidade de abertura da Assembleia Anual da Sociedade Interamericana de Imprensa, a peça de Weissmann foi simplesmente destruída durante uma obra de ampliação da Quinta da Boa Vista, em 1962, pelo departamento de urbanização da SURSAN. Era uma obra de grandes proporções, com 16m de altura, em forma de um obelisco de concreto. Foi o primeiro monumento à liberdade de expressão a ser erigido nas Américas, além de ter sido a primeira obra pública de Franz Weissmam, encomendada pela Associação das Emissoras de São Paulo.

Em postagens anteriores deste blog, eu já havia mencionado o desaparecimento
da Mulher da Luz, que integrava o chafariz da Praça das Nações, em Bonsucesso (http://ashistoriasdosmonumentosdorio.blogspot.com/2010/10/o-chafariz-da-praca-das-nacoes-e.html);
da Garça que existia na Praia de Botafogo(http://ashistoriasdosmonumentosdorio.blogspot.com/2010/03/chafarizes-na-praia-de-botafogo-busca.html);
e do Monumento a Princesa Isabel, que ficava na Avenida Princesa Isabel, em Copacabana (http://ashistoriasdosmonumentosdorio.blogspot.com/2010/04/princesa-isabel-por-duas-vezes.html).

Agora, com estes três outros casos relatados aqui, inicio uma nova série de histórias.