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domingo, 18 de outubro de 2015

Reproduções de esculturas do jardim do Palácio de Versalhes no Rio de Janeiro.



Esculturas clássicas do jardim do Palácio de Versalhes, na França, criadas por diversos autores em mármore de Carrara no século XVII, têm reproduções espalhadas pelo Rio de Janeiro, embelezando os espaços públicos da cidade. 

O principal conjunto está na Praça Paris, inaugurada em 1930 com participação do urbanista francês Alfred Agache. O projeto foi inspirado no Jardim de Versalhes, de estilo clássico, que tinha intenção de demonstrar o poder do homem e a elegância de seu espaço, que abriga obras de arte e esculturas. 

 Inauguração da Praça Paris.

No jardim da Praça Paris, quatro esculturas emolduram o chafariz. São conhecidas como “As Estações do Ano”. 

 Primavera          Ceres de Jean Baptiste Poultier

 Inverno     Theophrastus de  Simon Hurtrelle. 

 Outono  Faune de Jacques Houzeau   

 Verão  legros Pandora de Pierre.  

Outro conjunto de peças – também reproduções das existentes no Jardim de Versalhes – está no Chafariz Monumental do Jardim do Monroe, na Cinelândia.

Originariamente, no chafariz existiam quatro golfinhos em bronze, colocados pelo prefeito Pereira Passos nos socos de pedra da escadaria. No ano de 1924, as peças foram retiradas pelo Dr. A. Baptista Ramos Bittencourt, engenheiro chefe do 6º distrito da repartição das Águas e Esgotos, que as instalou no Açude do Morro do Inglês. Nos anos seguintes, na administração do prefeito Prado Júnior (1926 a 1930), o lugar que antes era ocupado pelos golfinhos no chafariz da Cinelândia passou a abrigar as esculturas de mármore que reproduzem obras do Jardim de Versalhes, cópias adquiridas da família Guinle pela Prefeitura.



                                                                    



Amorinos I, Reprodução de  Pierre Le Gros.



  



A morinos II, Reprodução de Simon Baziere.



 

Amorinos III, Reprodução de  Philippe Granier.







Amorinos IV, Reprodução de  Pierre Laviron

 Enfants au miroir.  Pierre Legros 1er.

Outro conjunto, mais nobre, são reproduções da obra de Louis Lerambert que se encontram à frente do portão monumento do Parque Guinle, no bairro das Laranjeiras. Até então, porém, é desconhecida a data de sua instalação.


        

Em Paris:

 

A mais antiga reprodução de Versalhes presente no Rio de Janeiro é a escultura chamada “Ceres”, que se encontra desde 1906 no Jardim do Valongo. Essa peça foi inicialmente instalada no cais do porto, em 1843, por ocasião do desembarque da imperatriz Teresa Cristina, que vinha ao Brasil para se tornar esposa de Dom Pedro II. 

Do conjunto até hoje existente no Jardim Suspenso do Valongo, “Ceres” é uma reprodução da “Faustine” de Nicolas Fremery, presente no  Jardim de Versalhes. “Minerva”, por sua vez, é cópia da “Atena Giustiniani” que está no Museu do Vaticano. Ambas as figuras são femininas. As outras duas peças do conjunto são “Marte” e “Mercúrio”, cujos originais clássicos até hoje não foram identificados. 


 Ceres   Faustine                                                                                                                                  de Nicolas Fremery, 

         Minerva    
A da direita - Cópia Grego romana de origem atribuído a Fídias, Museu do Vaticano. Atena Giustiniani, encontrada no Templo de Minerva, conhecida como Minerva Medica. 


O “Mercúrio” do Valongo, especificamente, não é cópia de nenhuma peça de Versalhes, mas é uma clara reprodução (com pequenas modificações na composição) de uma peça greco-romana de autoria desconhecida – a original existe sem a cabeça, mas aqui está reproduzida com cabeça e de forma desproporcional.

                 Mercurio    

O vaso “Triomphe de Galatée”, obra do escultor François Girardon (1628-1715), foi encomendado pelo rei Luís XIV para adornar os jardins do Palácio de Versalhes. Uma reprodução desta peça se encontra numa praça no bairro da Lagoa – trata-se de uma cópia exata do molde de 1,05m de altura do original.