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segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Floriano Peixoto, o primeiro Monumento da Cinelandia.



Floriano Pexoto foi vice-presidente no governo provisório de Deodoro da Fonseca, substituindo-o quando ele renunciou. Exerceu a presidência do Brasil por três anos, período em que enfrentou não só a Revolta da Armada (1893-1894), mas também a Revolta Federalista do Rio Grande do Sul (1893-1895), ocasião em que apoiou Júlio de Castilhos.

 O culto à personalidade no Brasil parece ter se iniciado com o florianismo, seguido de outros "ismos" como o getulismo, o janismo, o brizolismo, o lulismo, consagrando a tradição na política brasileira de seguir homens em lugar de ideias.

O movimento para o surgimento do monumento em homenagem ao Marechal Floriano Peixoto, surgiu no Clube Militar em 1904. 
Com o projeto, logo se criou cláusulas para o concurso da execução do monumento. A primeira foi que o monumento fosse de um artista brasileiro, e a segunda que comungasse dos princípios políticos dos florianistas. Para atender essa condição somente dois artistas participaram do concurso, o escultor Correia Lima e o pintor Eduardo de Sá.

A comissão visava um monumento que tivesse grandiosidade no seu conjunto, que impressionasse áà primeira vista pela beleza da sua forma integral e que comovesse pela sua expressão alegórica.  A intenção era sempre reviver, na memória das futuras gerações, o que Floriano fez para unificação nacional de um povo.

Apresentadas as maquetes em 1905, a comissão artística escolheu o projeto de Eduardo de Sá, o que gerou alguns protestos por não ser conhecido o seu trabalho escultórico. Bem como o projeto evidenciava a filosofia de Comte.

   


                               Revista Fon Fon - 1907

O monumento inaugurado em 21 de abril de 1910, data da morte de Tiradentes, reflete o espírito positivista marcante no início da República, exaltando a nacionalidade brasileira com grupos alegóricos lembrando os indígenas, os portugueses, os negros e a presença católica no Brasil. Foi erguido por subscrição popular.

                          Foto: A. Ribeiro

Nas laterais do grande pedestal vê-se um grupo representando a nossa formação:

O primeiro apresenta dois indígenas, que representam os habitantes pré-descobrimento. o elemento aborígene. Nesse grupo os índios com expressão altiva, firme com o olhar e vigoroso busto.  (quadro Inspirado no canto VI do “Y-Juca-Pirama”, poema dos “Timbiras”, de Gonçalves Dias -  poder de significação herói com força física, astúcia e caráter notável).

                                                                                                                                     
 

 O segundo, do outro lado do pedestal, representa a alegoria da conquista portuguesa e a dominação sob os indígenas, que possui forte expressão no olhar e mão a cabeça.

  
  
A lado tem o terceiro conjunto alegórico, representando o período da catequese simbolizada pelo Padre Anchieta e uma jovem admirando a cruz cristã.

  

O ultimo grupo representa a colaboração da raça africana, representada por um casal com expressão de atenção e força, inspirados em uma passagem do poema “Cachoeira de Paulo Afonso”, de Castro Alves.

 

A figura da mulher com vestes colantes, expressão forte, tranquila e meiga que representam a paz e o amor, tendo abaixo a placa de inauguração.

 

No pedestal estão em baixo relevo de mármore branco representados os elementos que concorreram para a ação decisiva de Floriano na presidência.

                                                   

Representando o exercito, na resistência heróica do General Gomes Carneiro.

 

Na Armada, atualmente Marinha, a fidelidade do Almirante Jeronimo Gonçalves.


 
   
Na polícia, pelo General Fonseca Ramos

   
      
E o elemento civil, os jovens patriotas representados por Júlio de Castilho e uma criança.

 

No topo do monumento encontra-se uma figura de mulher, exprimindo a Pátria e um grupo principal constituído pelo Marechal Floriano Peixoto, com espada em punho, as figuras de Tiradentes, José Bonifácio e Benjamim Constant, que surgem da bandeira da República.

                                  


                                                      
  
Atrás da bandeira, crianças representam as futuras gerações.


   

Na base as grandes datas da nossa história – 1500, 1822, 1888 e 1889 estão gravadas e no plano inferior, as legendas  “A sã política é filha da moral e da razão”, “O amor por princípio e a ordem por base, o progresso por fim” – “Libertas que sera tamen” .